Se a ideia não funciona numa das redes, a resposta certa é dizê-lo. Publicar em todo o lado não é uma obrigação.
Adaptar não é encurtar. O prompt que reescreve para o formato de cada rede em vez de cortar palavras.
Vou dar-te uma peça escrita para uma rede. Reescreve-a para Instagram, LinkedIn e TikTok.
Para cada uma:
- primeira linha própria, escrita para a dobra dessa rede
- estrutura própria (o LinkedIn aceita parágrafos, o TikTok precisa de fala, o Instagram vive da
primeira frase)
- o mesmo argumento, exemplos diferentes se os do original não servirem ali
- o pedido final adequado ao que se pode fazer nessa rede
Não encurtes o texto original: reescreve. Se a ideia não funcionar numa das redes, diz que não
funciona e explica porquê, em vez de forçares uma versão.
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Nenhuma pergunta sobre a história da empresa. É a que toda a gente faz primeiro e a que nunca dá um bom corte.
Boas perguntas são a diferença entre uma hora aproveitável e uma hora de conversa simpática.
Vou gravar uma sessão de uma hora com alguém desta empresa. Dou-te o cargo da pessoa e o que a
empresa faz.
Escreve dez perguntas com estas condições:
- cada uma tem de poder ser respondida em dois a três minutos
- cada resposta tem de fazer sentido sozinha, fora do resto da conversa
- pelo menos três perguntas têm de pedir um caso concreto, com números ou com um antes e depois
- pelo menos duas têm de tocar em algo que correu mal
- nenhuma pode ser respondida com sim ou não
- nenhuma pode ser sobre a história da empresa
Ordena-as da mais fácil para a mais exigente, para a pessoa aquecer.
Vinte versões não servem para publicar vinte vezes. Servem para não ficar com a primeira que apareceu.
A mesma ideia dita de vinte maneiras. Serve para escolher a primeira linha, não para publicar vinte vezes.
Vou dar-te uma ideia. Escreve 20 primeiras linhas diferentes para a mesma ideia, distribuídas por
estes cinco tipos, quatro de cada:
- afirmação direta e concreta
- pergunta que a audiência já fez a si própria
- número ou dado específico
- contradição do que se costuma dizer
- cena de meio segundo (alguém a fazer alguma coisa)
Regras: máximo 12 palavras cada. Nenhuma pode começar por "Sabias que". Nenhuma pode prometer o que
o conteúdo não entrega. Não uses superlativos ("o melhor", "o maior", "definitivo").
No fim, escolhe as três que funcionariam melhor num feed e diz porquê em uma linha cada.
Um tema pode estar simplesmente feito. Reconhecê-lo poupa a peça número quatro que ninguém vai ler.
Antes de escrever mais uma peça sobre o mesmo tema, descobrir de que forma é que já se falou dele.
Vou dar-te um tema sobre o qual esta marca já publicou várias vezes.
Primeiro, lista de que ângulos é que já foi tratado, com a peça correspondente. Agrupa por tipo de
abordagem: explicação, opinião, caso prático, erro comum, comparação, bastidores, dados.
Depois diz-me quais destes ângulos ainda não foram usados para este tema, e para cada um escreve
numa linha o que a peça diria.
Se todos os ângulos estiverem esgotados, di-lo. Não inventes um ângulo novo só para preencher a
lista: um tema pode estar simplesmente feito.
Se os cartões do meio podem ser vistos por qualquer ordem, não há sequência. E sem sequência não há razão para deslizar.
Não é partir o texto por cartões. É encontrar a sequência que só faz sentido deslizando.
Vou dar-te um artigo. Transforma-o num carrossel de 7 cartões.
Regras da estrutura:
- cartão 1: promessa concreta, com o resultado que se leva daqui
- cartão 2: a prova de que a promessa se cumpre (número, exemplo, contradição)
- cartões 3 a 6: um passo cada, na ordem em que se executam
- cartão 7: o que fazer a seguir
Regras do texto: máximo 25 palavras por cartão. Nenhum cartão pode fazer sentido fora da ordem em
que está. Se conseguires baralhar os cartões do meio sem prejuízo, não é um carrossel, é uma lista,
e deves dizer-mo em vez de continuares.
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