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As pessoas pesquisam dentro das redes. O que isso muda no que se escreve

A barra de pesquisa do Instagram e do TikTok comporta-se cada vez mais como um motor de busca. As legendas ainda não.

Por Redação Swonkie

Equipa editorial

2026-09-19 · 1 min de leitura

Durante anos a legenda servia para acompanhar a imagem. Hoje serve também para responder a uma pesquisa que alguém vai fazer daqui a três meses.

As redes indexam o texto das legendas, o texto dentro do vídeo e, cada vez mais, o áudio transcrito. Uma peça bem escrita continua a receber tráfego muito depois de sair do feed, e uma peça com uma legenda de três emojis não.

O que isto muda, na prática

Escrever o assunto por extenso, uma vez. Se a peça é sobre faturação para trabalhadores independentes, essas palavras têm de aparecer numa frase inteira. As etiquetas não substituem isto: #faturação não é a mesma coisa que uma frase que explica o assunto.

Usar as palavras de quem procura, não as da empresa. Ninguém pesquisa "soluções de gestão integrada". Pesquisa-se "como agendar posts para várias contas".

Texto no ecrã do vídeo. É lido. Um vídeo sem uma palavra escrita depende inteiramente da legenda.

Não repetir o título da peça na primeira linha. O espaço antes da dobra é para prender quem já está a ver, não para repetir o que já foi lido.

O que não mudou

A pesquisa dentro das redes recompensa relevância e comportamento, não densidade de palavras. Encher a legenda de variações do mesmo termo lê-se mal e não ajuda.

E a maior parte das visualizações continua a vir da distribuição no feed, não da pesquisa. Isto é uma camada a somar, não uma substituição.

Uma forma simples de começar

Ao escrever cada peça, responder a uma pergunta: que frase é que alguém escreveria na pesquisa para chegar aqui? Essa frase entra na legenda, tal e qual, uma vez. Leva dez segundos e é a diferença entre uma peça com validade de dois dias e uma com validade de dois anos.

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