Durante anos a legenda servia para acompanhar a imagem. Hoje serve também para responder a uma
pesquisa que alguém vai fazer daqui a três meses.
As redes indexam o texto das legendas, o texto dentro do vídeo e, cada vez mais, o áudio
transcrito. Uma peça bem escrita continua a receber tráfego muito depois de sair do feed, e uma peça
com uma legenda de três emojis não.
O que isto muda, na prática
Escrever o assunto por extenso, uma vez. Se a peça é sobre faturação para trabalhadores
independentes, essas palavras têm de aparecer numa frase inteira. As etiquetas não substituem isto:
#faturação não é a mesma coisa que uma frase que explica o assunto.
Usar as palavras de quem procura, não as da empresa. Ninguém pesquisa "soluções de gestão
integrada". Pesquisa-se "como agendar posts para várias contas".
Texto no ecrã do vídeo. É lido. Um vídeo sem uma palavra escrita depende inteiramente da
legenda.
Não repetir o título da peça na primeira linha. O espaço antes da dobra é para prender quem já
está a ver, não para repetir o que já foi lido.
O que não mudou
A pesquisa dentro das redes recompensa relevância e comportamento, não densidade de palavras.
Encher a legenda de variações do mesmo termo lê-se mal e não ajuda.
E a maior parte das visualizações continua a vir da distribuição no feed, não da pesquisa. Isto é
uma camada a somar, não uma substituição.
Uma forma simples de começar
Ao escrever cada peça, responder a uma pergunta: que frase é que alguém escreveria na pesquisa
para chegar aqui? Essa frase entra na legenda, tal e qual, uma vez. Leva dez segundos e é a
diferença entre uma peça com validade de dois dias e uma com validade de dois anos.