Acessibilidade em redes sociais discute-se pouco e resolve-se depressa. A maior parte do que é
preciso fazer leva menos de dois minutos por peça.
Os cinco hábitos
1. Legendas em todos os vídeos. As automáticas das plataformas já são aceitáveis em português,
mas erram nomes próprios e termos técnicos. Rever leva um minuto. E não é só para quem não ouve: a
maioria vê sem som.
2. Texto alternativo nas imagens. Descreve o que está na imagem para quem usa leitor de ecrã.
Uma frase chega. Descrever o que se vê, não interpretar: "gráfico de barras com vendas por mês, com
subida em dezembro", não "imagem que mostra o nosso sucesso".
3. Contraste no texto sobre imagem. Texto branco sobre uma fotografia clara é ilegível em
qualquer telemóvel ao sol. Uma faixa escura por trás resolve.
4. Etiquetas em maiúsculas iniciais. #GestaoDeRedesSociais é lido corretamente por um leitor de
ecrã; #gestaoderedessociais é lido como uma palavra só. Custa zero.
5. Emojis com moderação e no fim. Cada emoji é lido em voz alta pelo seu nome. Uma linha com
seis emojis a separar palavras torna-se incompreensível.
O que não fazer
Pôr o texto todo em maiúsculas para dar ênfase, usar letras estilizadas de geradores de fontes (não
são letras, são símbolos matemáticos, e nenhum leitor de ecrã os lê) e depender só da cor para
distinguir informação num gráfico.
Porque é que isto também é alcance
Legendas aumentam o tempo de visualização em ambientes sem som, texto alternativo dá às plataformas
mais matéria para perceber a imagem, e etiquetas legíveis são melhor indexadas. Não é preciso
escolher entre fazer bem e ter resultado: neste caso são a mesma coisa.