Toda a gente sabe que um vídeo vertical é 1080 por 1920. Muito menos gente desenha a pensar que a
aplicação vai pôr a legenda, o nome do perfil, o som e uma coluna de botões por cima disso.
O resultado aparece depois de publicar: a frase mais importante fica escondida atrás de um botão de
partilha.
As três zonas que se perdem
O rodapé. É a pior. Entre a legenda, o nome de quem publica e a barra de progresso, os últimos
20 a 25% do ecrã não servem para informação.
A coluna da direita. Gostos, comentários, partilhas, som. No TikTok chega a ocupar um quinto da
largura.
O topo. Menos grave, mas suficiente para cortar a primeira linha de um título colado ao limite.
A regra prática
Desenhar dentro dos 60% centrais do ecrã. Tudo o que estiver fora é decoração e tem de poder
desaparecer sem prejuízo.
Sobre os valores
São o lado conservador do que as aplicações tapam, medidos numa tela de 1080 por 1920 e verificados
a 1 de agosto de 2026. As interfaces mudam com frequência e cada telemóvel corta de forma
ligeiramente diferente. Em caso de dúvida, sobra margem.
O teste que dispensa tudo isto
Publicar em modo privado e olhar para o resultado no telemóvel antes de tornar público. Leva dois
minutos e apanha o que nenhuma tabela apanha.