A Meta tem vindo a substituir a lógica de entrega de anúncios por modelos que aprendem e reordenam
de forma contínua. O nome muda conforme quem escreve; o efeito prático não: o sistema reage mais
depressa do que qualquer gestor de campanhas consegue reagir.
O que isto muda no dia a dia
Menos alavancas, mais matéria-prima. O trabalho desloca-se da segmentação para o criativo. Se
antes se ganhava a afinar públicos, agora ganha-se a dar variedade suficiente para o sistema
encontrar o que resulta.
A janela de aprendizagem é sagrada. Cada alteração reinicia aprendizagem. Uma campanha mexida
todos os dias nunca sai da fase em que é mais cara.
O relatório mente mais depressa. Com entrega adaptativa, olhar para três dias é olhar para
ruído. A leitura útil passa a ser semanal.
Um método que aguenta a mudança
- Três a cinco criativos por conjunto, genuinamente diferentes entre si. Variações de cor não
contam como diferentes.
- Sete dias sem tocar, salvo erro grave. Escreve isto no acordo com o cliente antes de começar,
não a meio.
- Uma decisão por semana, tomada sobre a semana inteira: matar, escalar ou deixar correr.
- Guarda o histórico do criativo, não só o do conjunto. O que ganha muda de conjunto ao longo
do tempo, e sem histórico do criativo perdes a única aprendizagem que se transfere para o próximo
cliente.
O que dizer ao cliente
Que vão ver menos mexidas e mais criativo. É uma conversa que corre melhor no início do que no fim
do mês, quando alguém pergunta porque é que ninguém mexeu em nada.
Junta o pago e o orgânico no mesmo relatório