Entra-se em redes por entusiasmo e sai-se por esgotamento, geralmente tarde demais. Entretanto
consomem tempo, produzem números que ninguém lê e ocupam espaço no relatório.
Os sinais, por ordem de aparecimento
1. O alcance cai com o mesmo esforço, durante dois trimestres. Um trimestre é ruído. Dois
trimestres seguidos com produção estável é tendência.
2. As interações vêm sempre das mesmas pessoas. Sinal de que a distribuição parou de trazer
gente nova, e o que resta é uma audiência fechada.
3. Ninguém na equipa quer aquele canal. Parece um argumento fraco e não é: o canal que fica
sempre para o fim é o que vai ser sempre produzido a correr.
4. As conversas úteis acontecem noutro sítio. Se os pedidos chegam todos por outra via, o canal
já foi substituído sem ninguém ter decidido.
Antes de sair, três verificações
A rede mudou ou nós mudámos? Quedas de alcance em toda a plataforma são diferentes de quedas
próprias. Comparar com os concorrentes acompanhados resolve isto em minutos.
Estamos a publicar o formato certo? Muitas quedas são formato desatualizado, não canal esgotado.
Um perfil que continua a publicar imagens estáticas onde tudo o resto é vídeo vertical está a
comparar-se com o passado dele.
O canal tem um papel que não é alcance? Apoio ao cliente, prova social, presença em pesquisa. Um
canal com pouco alcance e muitas mensagens não é um canal morto.
Sair bem
Não se apaga a conta. Faz-se três coisas: uma publicação final que diz onde estamos agora, a
descrição do perfil atualizada com a ligação para o canal ativo, e as mensagens continuam a ser
respondidas. Custa uma tarde e evita que a conta pareça abandonada durante anos.
O que fazer com o tempo libertado
O erro seguinte é dividir o tempo pelas redes que ficam. Concentrar num canal só, durante um
trimestre, produz mais do que espalhar. E se a saída correu bem, ninguém do lado de fora deu por ela.