Na maior parte das estruturas, o orgânico e o pago são duas listas de tarefas diferentes, feitas por
pessoas diferentes, com relatórios diferentes. O resultado é previsível: investe-se em peças
escolhidas por gosto e produz-se conteúdo orgânico que nunca é usado.
A ligação óbvia que quase ninguém faz
O orgânico já disse qual das peças funciona. Uma publicação com boa taxa de guardados e comentários
com perguntas é um candidato a anúncio com dados a favor. Não é garantia (a audiência de quem já
segue não é a mesma de quem não segue) mas é melhor ponto de partida do que uma reunião.
A regra prática: nada vai a investimento sem ter saído primeiro em orgânico, exceto peças feitas
de raiz para conversão.
O que cada um faz melhor
Orgânico: testar mensagens, construir reconhecimento, servir quem já é cliente, sustentar
pesquisa e prova social. Barato em dinheiro, caro em tempo.
Pago: chegar a quem não segue, repetir a mensagem o número de vezes necessário, recuperar quem
já visitou, e escalar aquilo que já se sabe que funciona. Caro em dinheiro, rápido.
O erro dos dois lados
Do lado do pago: promover a publicação com mais gostos. Gostos não predizem conversão, e a peça mais
gostada costuma ser a que agrada a quem já é cliente.
Do lado do orgânico: produzir para o algoritmo e não para a audiência, na esperança de alcance
gratuito que já não existe na escala de há cinco anos.
Como juntar no relatório
Uma linha por objetivo, com as duas origens ao lado. Quantas pessoas novas foram alcançadas, por
orgânico e por pago. Quantas conversas começaram, por origem. Quanto custou cada resultado, contando
com o tempo de produção e não só com a verba de anúncios.
É essa última coluna que torna a conversa honesta. Conteúdo orgânico não é grátis: tem o custo das
horas de quem o faz, e quando esse custo entra na conta, algumas decisões mudam.