A pergunta "em que redes é que devemos estar" costuma ser respondida por acumulação: estamos nesta,
vamos experimentar aquela, e ninguém volta a fechar nenhuma.
O custo de uma rede a mais não é a publicação. É tudo o resto.
O que uma rede a mais traz mesmo
- Adaptação de formato. O mesmo conteúdo em vertical, em quadrado, com e sem texto no ecrã.
- Adaptação de tom. O que resulta no LinkedIn lido no TikTok soa a comunicado.
- Uma caixa de entrada. Comentários e mensagens que alguém tem de ler todos os dias.
- Uma linha no relatório. Com métricas com nomes diferentes que medem coisas parecidas.
- Uma conta para manter. Acessos, permissões, a pessoa que saiu e era a única com acesso.
Somando, uma rede adicional custa tipicamente entre um quinto e um terço do esforço da primeira, e
raramente traz um quinto do resultado.
Como decidir o que fica
Três perguntas por rede:
- A audiência que interessa está mesmo aqui, ou está aqui em geral? Toda a gente está no
Facebook. Não é o mesmo que dizer que os compradores desta marca decidem lá alguma coisa.
- Conseguimos produzir o formato nativo desta rede sem o adaptar de outro sítio? Se a resposta
for não, o resultado vai ser sempre medíocre.
- O que aconteceria se desligássemos isto durante três meses? Se a resposta honesta for "nada",
já está respondida.
Publicar em todo o lado a partir de um sítio ajuda?
Ajuda no custo mecânico, que é o mais pequeno dos cinco. Uma ferramenta que publica em todas as
redes de uma vez resolve o tempo de publicar e a validação de formatos e limites, e junta as métricas
num sítio. O que não resolve é a adaptação de tom nem a resposta a comentários, e é aí que está o
trabalho.
O erro é usar a facilidade de publicar em todo o lado como argumento para estar em todo o lado. São
decisões diferentes.
Uma alternativa ao abandono
Nem toda a rede tem de sair. Uma rede pode passar a presença mínima declarada: perfil completo,
publicação ocasional, mensagens respondidas em 48 horas e nenhuma expectativa de crescimento. É
honesto, custa pouco e evita a conta abandonada com a última publicação de 2023.