A conversa sobre frequência costuma ficar presa num número: quantas vezes por semana. É a pergunta
errada, porque a resposta certa depende do que se está a publicar e de quanto tempo há para o fazer.
A pergunta melhor: das peças que saíram no último mês, quantas teriam sido aprovadas se houvesse
metade dos espaços?
O que se ganha ao cortar
- Tempo de edição. Uma peça que leva mais uma hora costuma valer mais do que duas peças rápidas.
- Consistência de mensagem. Menos peças obrigam a escolher, e escolher é a única forma de ter
uma linha reconhecível.
- Espaço para responder. Quem publica todos os dias raramente tem tempo para a caixa de entrada,
e é lá que estão as conversas que valem dinheiro.
O que se perde
Não vale a pena esconder: o alcance total costuma descer. Menos publicações, menos oportunidades
de aparecer. Se a métrica com que o trabalho é avaliado é impressões, cortar volume é um mau
negócio político mesmo quando é uma boa decisão de conteúdo.
Há também redes onde o volume é mesmo o motor. No TikTok e nos formatos de vídeo curto, a
distribuição vive de tentativa e repetição. Cortar aí é diferente de cortar no LinkedIn.
Como testar sem apostar tudo
Um trimestre, uma rede, metade das publicações. Regista-se antes: alcance médio, interações por
publicação, publicações guardadas, conversas iniciadas. Ao fim de três meses compara-se por
publicação e no total. Se o total não caiu e o valor por publicação subiu, a decisão está
tomada por dados e não por gosto.
O que não é
Publicar menos não é publicar mal com mais tempo. Se o corte serve para adiar decisões e chegar
sempre ao fim do mês a despejar peças atrasadas, o problema nunca foi a frequência.