Uma conta nova não tem dados, não tem audiência e não tem provas. Quase tudo o que se lê sobre
otimização parte do princípio de que existe um histórico, e nas primeiras semanas não existe.
Semana 1: o que tem de estar de pé antes da primeira publicação
Nome, endereço do perfil e descrição que digam o que a marca faz em linguagem de quem procura, não
em linguagem interna. Uma ligação que leve a algo útil. Imagem de perfil que se perceba a 40 pixéis.
Isto parece básico e é o que mais vezes fica por fazer, porque toda a gente quer chegar ao conteúdo.
Publicar três a cinco peças antes de divulgar o perfil. Quem chega a uma conta vazia não segue.
Semanas 2 e 3: produzir variedade, não volume
O objetivo não é acertar, é ter matéria para comparar. Formatos diferentes, ganchos diferentes,
assuntos diferentes. Uma conta que publica cinco vezes a mesma coisa ao fim de um mês não sabe mais
do que sabia no início.
Nesta fase, os números não dizem nada. Uma publicação com 200 impressões e outra com 300 não são
comparáveis: a diferença cabe inteira no acaso.
Semana 4: a primeira leitura honesta
Ao fim de um mês há material para responder a três perguntas, e só a três:
- Que tipo de peça é que a equipa consegue mesmo produzir com a frequência prometida?
- Que assunto gerou conversa, e não só gostos?
- Onde é que as pessoas foram a seguir?
Tudo o resto - melhor hora, melhor formato, melhor duração - precisa de mais meses e de mais
publicações para ter alguma solidez.
O que não fazer no primeiro mês
- Comprar seguidores, incluindo a versão respeitável de "campanha de likes na página"
- Mudar de estratégia à segunda publicação fraca
- Prometer a um cliente resultados de audiência a 30 dias
- Copiar o calendário de uma marca com dez anos de conta
O que dizer a quem espera resultados
Que os primeiros 30 dias produzem duas coisas: um perfil que existe a sério e um conjunto de peças
que serve para decidir. Resultados de audiência aparecem depois, e quem promete o contrário está a
vender uma expectativa que vai ter de gerir mais tarde.