As equipas de social media medem-se pelo que publicam. Por isso quase todas têm processo para
produzir, e quase nenhuma tem processo para recusar. O resultado é um calendário cheio onde metade
das peças existem porque havia um espaço vazio.
Quatro perguntas antes de aprovar
- Que problema desta audiência é que isto resolve? Se a resposta for "mostra a nossa marca", é
uma peça sobre nós, e essas têm quota limitada.
- O que é que só nós podemos dizer aqui? Se o mesmo texto servisse a um concorrente com o
logótipo trocado, não vale o espaço.
- Qual é o custo de estar errado? Temas sensíveis, datas trágicas, comparações com concorrência.
Uma peça pode render pouco e custar muito.
- Consigo defender isto daqui a um ano? É o filtro que apanha o oportunismo de tendência.
O que fazer com o que é recusado
Não se deita fora. Vai para uma lista de ideias com a razão da recusa escrita ao lado. Metade
regressa mais tarde com o ângulo certo, e a razão escrita evita repetir a mesma discussão em três
meses.
O caso especial das datas comemorativas
O calendário de efemérides é uma ferramenta, não uma obrigação. Uma marca de software não tem de
dizer nada no dia do gelado. A regra simples: só entra a data em que a marca tem alguma coisa
verdadeira para dizer.
Como isto se defende perante um cliente
Com o registo. Quando existe uma lista do que foi recusado e porquê, deixa de ser "vocês publicam
pouco" e passa a ser uma conversa sobre critério. É a diferença entre um fornecedor e um parceiro.