Em equipas grandes divide-se por função: estratégia, criação, publicação, análise. Em equipas de duas
ou três pessoas essa divisão não existe, e tentar copiá-la produz reuniões em vez de trabalho.
O que funciona é dividir por decisão final, não por tarefa.
Divisão por dono da decisão
Dono do conteúdo. Decide o que sai, com que mensagem e quando. A outra pessoa pode escrever,
propor, discordar, mas o empate desfaz-se aqui.
Dono da relação. Fala com o cliente, gere expectativas, comunica atrasos. Uma voz só para o
exterior evita a situação clássica em que o cliente ouve duas versões e escolhe a que lhe convém.
Ambos produzem. A diferença é onde para a discussão.
O que tem de ser rotina, não decisão
Em equipas pequenas, tudo o que exige decidir de novo todas as semanas consome desproporcionadamente.
Fixar:
- Dia de produção. Um bloco grande, sem reuniões, todas as semanas.
- Dia de envio para aprovação. Sempre o mesmo.
- Dia de leitura de números. Trinta minutos, uma vez por semana, não todos os dias.
- Quem responde às mensagens em cada dia. Alternado e escrito.
O que não se divide
A caixa de entrada. Duas pessoas a responder à mesma conversa sem verem uma a outra produz respostas
contraditórias e é a coisa que os clientes mais notam. Ou há uma ferramenta que mostra quem está a
responder, ou há um dono por dia.
O sinal de que a equipa está no limite
Não é o número de horas. É quando começa a haver peças a sair sem revisão de ninguém. Uma equipa de
duas pessoas aguenta bastantes contas desde que cada peça seja vista por duas pessoas. No dia em que
isso deixa de acontecer, a próxima conta não entra.
Onde a ferramenta ajuda mesmo
Não é na publicação, que é a parte rápida. É em ver o estado de tudo sem perguntar: o que está por
aprovar, o que está aprovado e agendado, o que está à espera de resposta. Em equipas pequenas, o
tempo perdido é quase todo em saber em que ponto é que as coisas estão.