O último trimestre concentra quase tudo: campanhas de Black Friday, Natal, balanços de ano, e o
mesmo número de pessoas na equipa. A diferença entre um trimestre puxado e um trimestre caótico
decide-se em setembro.
Três decisões para tomar antes de encher o calendário
1. Quantas campanhas cabem mesmo. Não quantas se querem. Para cada campanha, contar as peças, os
formatos e as aprovações. Se somar mais de duas campanhas grandes por marca, uma delas vai sair mal.
2. Onde é que a equipa vai estar. Férias, pontes, o dia em que o cliente fecha para inventário.
Marcar isso primeiro tira um número surpreendente de dias úteis do calendário.
3. O que é que se produz com antecedência. Tudo o que não depende de acontecimentos: vídeos de
produto, testemunhos, conteúdos de marca. Gravar em setembro o que sai em dezembro é a única forma
de o dezembro não comer as noites.
O erro clássico
Deixar as peças de dezembro para dezembro porque "ainda falta muito". Em dezembro há metade dos dias
úteis, os clientes demoram mais a aprovar e as pessoas estão fora. O calendário de dezembro tem de
estar aprovado até ao fim de novembro, e isso implica ter sido escrito em outubro.
Uma lista curta para a reunião de arranque
- Que datas comerciais é que esta marca vai mesmo trabalhar, e quais é que ignora
- Que peças ficam prontas e guardadas até dezembro
- Quem aprova quando a pessoa habitual estiver de férias
- Que campanha se corta se alguma coisa correr mal
A última pergunta é a que ninguém faz e a que salva o trimestre.