Dezembro parece um mês e funciona como duas semanas e meia. Feriados, férias, encerramentos, e
clientes cuja resposta a uma aprovação passa a demorar cinco dias em vez de um.
Quem chega a dezembro com o calendário por fechar vai publicar o que der para publicar.
O que fica pronto em outubro
As peças que não dependem de nada. Mensagens de época, agradecimentos, retrospetivas, conteúdo
de marca. Escrevem-se, aprovam-se e ficam agendadas. Nada disto precisa de saber o que vai acontecer
em dezembro.
As gravações. Se há vídeo com pessoas, grava-se em outubro ou novembro. Marcar uma gravação para
a segunda semana de dezembro é marcar uma gravação que não vai acontecer.
A lista de quem aprova o quê, com substitutos. A pessoa que aprova vai estar de férias. Se não
houver substituto designado por escrito, o calendário para.
O que se deixa em aberto de propósito
Dois ou três espaços por semana, sem conteúdo definido. Servem para o que aparecer: uma reação, uma
notícia, um agradecimento a alguém. Um calendário 100% cheio em dezembro é um calendário que não
consegue responder a nada.
A retrospetiva de ano
É o conteúdo mais previsível de dezembro e continua a resultar, com uma condição: ser específica. "Um
ano incrível, obrigado a todos" não é conteúdo. Números concretos, decisões que foram tomadas,
pessoas com nome, o que correu mal e o que se aprendeu. A versão honesta destaca-se sozinha, porque
quase todas as outras são iguais.
O que não fazer
Publicar no dia 25 e no dia 1 por obrigação. Se não há nada para dizer, o silêncio é melhor do que
uma imagem genérica com uma frase que ninguém escreveu a pensar em nada.
Janeiro
O calendário de janeiro faz-se em dezembro, e é a razão pela qual dezembro tem de estar fechado em
outubro. Quem passa dezembro a produzir dezembro chega a janeiro sem nada e recomeça o ciclo.