A Black Friday de 2026 cai a 27 de novembro. Quem começar a preparar em novembro vai comprar
atenção ao preço mais alto do ano e vai competir com toda a gente.
O que decidir em setembro
Se esta marca vai mesmo entrar. Nem todas devem. Uma marca de serviços profissionais a fazer
desconto de Black Friday desvaloriza o serviço durante o resto do ano. Não entrar é uma decisão
válida e tem de ser tomada, não adiada.
A mecânica, em uma frase. Desconto direto, condições especiais, oferta de algo com valor.
Se a mecânica não cabe numa frase, não vai caber num anúncio.
O que se vende. Escolher poucos produtos ou planos. Uma campanha que promove tudo não promove
nada.
O que fazer em outubro
Construir audiência com conteúdo normal. Quem chega à campanha com uma lista de contactos e uma
audiência aquecida gasta muito menos em novembro. É o mês para lançar o conteúdo que atrai gente
nova, sem falar de promoções.
Preparar as peças. Todas. Em novembro só deve faltar publicar.
O que fazer nas duas semanas antes
Avisar. A antecipação vale mais do que o anúncio: quem já sabe que vem aí alguma coisa volta no dia.
Uma lista de espera, uma inscrição, uma menção nas stories.
O que fazer no dia
Pouco e claro. Uma mensagem, repetida, com a data de fim visível. E a caixa de entrada aberta: no
dia, as vendas perdem-se em perguntas por responder, não em falta de anúncios.
Depois
A semana a seguir à Black Friday é a mais barata do trimestre para falar com quem comprou. Quase
ninguém a usa, porque toda a gente está exausta. É onde está a segunda compra.
O erro que se repete todos os anos
Descontar sem calcular. Uma campanha que vende o dobro com metade da margem e o triplo do trabalho
de apoio ao cliente não foi um sucesso. Vale a pena fazer a conta antes de escolher a percentagem, e
não depois de ver o volume.