Uma publicação pode correr mal de quatro maneiras diferentes, e cada uma pede uma resposta
diferente. Tratar todas da mesma forma é o que transforma um erro numa história.
Erro factual
Um número errado, uma data errada, um nome mal escrito. Corrigir e dizer que se corrigiu. Nas
redes que permitem edição, editar e acrescentar uma nota. Nas que não permitem, comentar a correção
e fixar o comentário. Ninguém leva a mal um erro corrigido.
Erro de tom
A peça saiu e leu-se de forma diferente do que se pretendia. Aqui a pergunta é uma só: a leitura
que as pessoas fizeram é razoável? Se for, o problema é da peça e não do público. Retirar, com uma
nota curta a explicar porquê, sem justificações longas. Se não for razoável, responder uma vez a
esclarecer e deixar estar.
Erro de contexto
A peça estava bem e o mundo mudou. Uma publicação promocional agendada que sai no dia de uma
tragédia. Prevenção: verificar a fila antes de sair de casa em dias de notícias más, e ter forma
de pausar tudo de uma vez. Reação: pausar o agendamento, retirar o que já saiu, sem comentário. Este
não pede explicação.
Erro que ofende alguém
O mais delicado e o mais mal resolvido. Retirar, pedir desculpa uma vez, em texto simples, sem "se
alguém se sentiu ofendido". Depois calar. A segunda e a terceira publicação sobre o assunto são o que
prolonga a história.
As três regras que valem para todos
- Não apagar em silêncio. Alguém já fez captura de ecrã. Um erro apagado é uma história; um erro
corrigido é um erro.
- Não responder no calor. Trinta minutos não muda nada e muda tudo.
- Uma pessoa decide. Uma decisão por comité às onze da noite produz sempre a pior versão.
O que preparar antes
Saber quem tem autoridade para retirar uma publicação sem pedir autorização, e como se pausa o
agendamento em todos os canais ao mesmo tempo. Descobrir isto durante o incidente é o que faz uma
hora parecer um dia.