Os canais de difusão mudaram uma coisa importante: existe agora um espaço, dentro das próprias
redes, onde a distribuição não depende do algoritmo. Quem entrou vai receber.
Isso soa a boa notícia e traz uma armadilha: a permissão é revogável a um toque, e a saída de um
canal é silenciosa.
As três formas, e para que servem
Canal de difusão (Instagram, WhatsApp). Um para muitos, com respostas limitadas ou desligadas.
Serve para avisos, bastidores e primeiro acesso. É o mais fácil de manter e o que menos exige.
Grupo. Todos falam com todos. Serve quando o valor está nas pessoas se conhecerem umas às
outras. Exige moderação a sério e morre depressa sem ela.
Lista de contactos por email. Continua a ser o único canal que não pertence a ninguém a não ser
a quem o construiu. Mais lento de crescer e o único que sobrevive a uma mudança de regras de uma
plataforma.
O que publicar num canal
Não o mesmo que no feed. Se o canal repete o que já saiu publicamente, não há razão para lá estar.
O que funciona:
- O que ainda não é público
- O contexto por trás de uma decisão
- Perguntas diretas, com resposta rápida
- Avisos com utilidade real e prazo
A regra da frequência
Num canal, cada mensagem chega mesmo. Isso é poder e é peso. Duas a três mensagens por semana é o
ponto onde a maioria dos canais se aguenta. Diariamente, só se cada mensagem valer a interrupção,
e quase nenhuma vale.
Como medir
O número de membros é a métrica errada. As que dizem alguma coisa: quantos saíram esta semana e
quantos responderam ou clicaram. Um canal com mil pessoas e zero respostas é uma lista de
contactos morta com boa aparência.
Onde isto pertence no plano
Não substitui o feed. O feed traz gente nova, o canal aprofunda quem já veio. Marcas que empurram
tudo para o canal deixam de ser encontradas, e marcas que nunca criam um canal ficam para sempre
dependentes da distribuição de outros.