O LinkedIn passou de rede de currículos a máquina de conteúdo, e depois a feed saturado de posts com
a mesma estrutura: frase curta, quebra de linha, história pessoal, lição de negócio. Funcionou
durante uns anos. Agora toda a gente escreve assim, e o retorno caiu para quem escreve assim.
O que ainda gera conversa comercial
Especificidade que só quem faz o trabalho consegue ter. Um número real de um projeto real, o
custo de um erro concreto, a decisão que se tomou às três da tarde de uma sexta. Isso não se
generaliza e por isso não se copia.
Trabalho mostrado, não descrito. O processo, o ficheiro, a ordem das etapas. Quem compra
serviços quer ver como se pensa antes de ver o resultado.
Discordar com respeito. A concordância não gera conversa. Discordar de uma prática comum, com
argumento e sem ataque, gera as melhores conversas do feed e traz as pessoas certas.
O que só gera likes de colegas
Frases motivacionais, listas de dez ferramentas, e o relato de uma conferência sem nada que se
aprenda. Reconhece-se pelo tipo de comentário: emojis e "grande partilha".
Um ritmo realista para uma equipa pequena
- Duas peças por semana de uma pessoa com nome, não da página da empresa.
- Uma delas com dados vossos: um resultado, uma comparação, uma amostra.
- Comentar cinco publicações de clientes ou parceiros por semana, com substância. Traz mais
conversas do que a terceira publicação.
Como medir sem se enganar
O número que interessa não é alcance nem reações. É conversas iniciadas: mensagens, pedidos de
reunião, respostas de quem decide. Regista-as à mão numa folha se for preciso. Três por mês valem
mais do que trinta mil impressões.
Planeia o conteúdo da equipa num só calendário