A Meta anunciou o Facebook Verified,
trazendo para o Facebook a lógica de verificação paga que já existia noutras plataformas. A pergunta
que chega às agências é sempre a mesma: pagamos?
O que o selo resolve mesmo
Identidade. Se a tua marca é copiada, se há páginas falsas a responder a clientes em teu nome,
ou se vendes por mensagem, o selo é uma resposta direta a um problema real. Reduz o atrito de quem
já está a decidir se aquela página é a verdadeira.
Suporte. As contas verificadas costumam ter acesso a canais de apoio mais rápidos. Para quem já
perdeu uma semana à espera de recuperar uma página, isto sozinho paga a assinatura.
O que o selo não resolve
Alcance. Não é um multiplicador de distribuição. Se o conteúdo não dá razão para parar, o selo
não muda nada, e é aqui que a maior parte das expectativas se parte.
Confiança de quem não te conhece. Para uma marca sem histórico, um selo comprado diz pouco. O
que continua a decidir é a atividade recente, as respostas aos comentários e a coerência do que se
publica.
Como decidir em cinco minutos
Responde a três perguntas:
- Já apareceram páginas a fazer-se passar por ti? Se sim, o selo é defesa e vale.
- Vendes ou fazes atendimento por mensagem direta? Se sim, o atrito que ele remove tem valor
mensurável.
- O teu problema atual é alcance? Se sim, o dinheiro rende mais em produção e em distribuição paga.
O erro que vais ver por aí
Marcas a verificar todas as páginas de todas as localizações, incluindo as que publicam duas vezes
por ano. O selo é uma despesa recorrente por página; aplica-o onde há conversa, não onde há
inventário.
Vê como o Swonkie organiza várias páginas