O marketing de influencia ganhou peso na estratégia de comunicação das marcas, que cada vez mais contratam influenciadores para que façam a promoção dos seus produtos e serviços.

É já uma tendência a procura online de informação sobre produtos e serviços, a procura de opinião e de experiências em especial pelos millennials. Os influenciadores são hoje uma das fontes mais valorizadas.

Este é um método de publicidade que veio alterar não só os padrões normais de comunicação das marcas como também a própria forma de consumo.

Esta capacidade de influenciar, de comunicar e de criar conteúdo interessante é muito procurada pelas marcas, uma vez que o consumidor tem uma maior tendência para confiar em pessoas do que em organizações. Assistimos a um fenómeno de proliferação de conteúdo de entretenimento aliado a categorias específicas como beleza, saúde ou moda, que geram relacionamento e ação a partir de uma recomendação.

O consumo de entretenimento é agora um modelo de formato curto, de fácil absorção, imediato, tendo uma forte capacidade de fidelizar e reter audiência.

Bloggers, YouTubers,  pessoas com perfis relevantes em redes sociais como Facebook e Instagram são os chamados influenciadores digitais, que ganharam um status de reconhecimento mesmo sendo pessoas comuns, ou micro influenciadores. A sua mensagem é partilhada por todos aferindo milhões de subscritores de canais de YouTube e visualizações de conteúdos, pelos milhares de seguidores nas redes sociais, sendo este um novo caminho que parece não ter retorno.

Já falamos em micro influenciadores, mas onde se enquadram eles na hierarquia de influenciadores e qual o seu “poder”?

Como utilizadores diários das plataformas, os Micro Influenciadores demonstram uma maior realidade na sua aproximação às situações do dia a dia, o que lhes confere uma maior capacidade de motivarem a decisão de compra, sendo assim uma maior fonte de engagement.

Mas como nascem os micro influenciadores?

Fomos falar com a micro influenciadora Marlene Martins, para perceber um pouco melhor o seu dia a dia e estratégia.

MM. Chamo-me Marlene Martins, tenho 24 anos e tenho um blog  que se chama: Com amor… marlene martins que nasceu numa fase um pouco complicada da minha vida, que precisava de me ocupar, e distrair, acabei por sentir uma necessidade enorme de partilhar com outras pessoas um pouquinho de mim e do que me rodeava, com isso veio o meu instagram #comamormarlenemartins onde abordo temas como cosmética natural e cruelity-free, vegetarianismo, moda, alimentação e ainda alguns locais que vou visitando. São o meu cantinho e tudo o que faço, é sempre com amor!

SW. Como começou a tua atividade enquanto micro influenciadora?

MM. Tudo começou quando emigrei e passava muito tempo sozinha, e começaram a ser as pessoas que seguia, a fazer-me companhia. Senti necessidade de partilhar também um pouco daquilo que eu era, do meu dia, o que eu sabia e aquilo em que acreditava com outras pessoas também.

SW. A exposição das situações diárias é fundamental para pequenos influenciadores, como fazes a gestão destas situações? Existem limites nesta partilha?

MM. Existem sempre limites. Nunca ninguém vai saber tudo o que se passa na minha vida, nem metade e quase nem um terço. Só exponho o que me faz sentido e que sei que irá fazer sentido a alguém, e tenho a certeza que essa divisão é fundamental.

SW. Como foi trabalhar o aumento do teu número de seguidores, podes partilhar alguma dica?

MM. Algo que faço, não para aumentar os meus seguidores, mas que, acaba por ajudar, é apoiar trabalho de outras influenciadoras, a partilha, a ajuda entre todas é fundamental.  Mas a principal dica, é sempre sermos quem realmente somos.

SW. Como é que as marcas podem chegar até pequenos influenciadores como tu?

MM. Chegar até nós acaba até por ser mais fácil que, chegar aos macro. Como somos um grupo enorme e, por norma existe uma ligação e entre-ajuda entre nós, então somos facilmente encontrados e contactados até pelo instagram.

SW. Fazes alguma seleção junto das marcas que te contactam?

MM. Sim, sempre! Só trabalho com marcas em que acredito, que me identifico e que gosto. Já recusei publicidades de marcas que não faziam o menor sentido para mim.

SW. Sentes que o teu público confia em ti, nas tuas recomendações? O engagement das tuas publicações mantém-se nas publicações sobre marcas?

MM. Sinto bastante. Acredito que, por ser tão seletiva, e ser sempre sincera com tudo, o meu público acaba por confiar nas minhas opiniões. Porque realmente são verdadeiras, se eu não gostar, eu vou dizer que não gosto, se eu adorar, eu vou dizer que adoro, por isso não noto diferenças no meu engagement.

SW. Como te comparas relativamente a um mega ou macro influenciador?

MM. Acredito que os macro influenciadores possam chegar a mais pessoas, e influenciar sem dúvida imensas pessoas, mas não tenho dúvidas que os micro conseguem transmitir mais confiança. Sinto que, no geral que as pessoas sentem mais proximidade com os micro influenciadores.

SW. Tens alguma dica ou recomendação para marcas ou pessoas que como tu querem ser micro influenciadores?

MM. Para as marcas, eu aconselhava sempre a serem muito seletivos e filtrarem bem os influenciadores que escolhem, seja pela categoria, pela audiência, tudo vai influenciar o resultado final. Quanto às pessoas que querem ser micro influenciadoras, só aconselho a serem verdadeiras e reais, seja qual for a situação. #comamormarlenemartins


Muitas são as marcas que actualmente procuram influenciadores para integrar na sua estratégia digital, utilizando ferramentas que facilitam o descobrir destes influenciadores.

Se é cliente do Swonkie e esta é uma das suas necessidades, brevemente teremos mais novidades para si! 😉